Tumbalalá

 

 

 

 

Os Tumbalalá ocupam uma área ao norte da Bahia, entre os municípios de Curaçá e Abaré, na divisa com Pernambuco e às margens do rio São Francisco. Seu reconhecimento oficial aconteceu em dezembro de 2001, quando a Funai incluiu os Tumbalalá no quadro das comunidades indígenas reconhecidas. Cerca de 300 familias (aproximadamente 2000 pessoas) ocupam o território reclamado pelos indígenas como área a ser demarcada. Os principais meios de subsistência do povo Tumbalalá estão ligados ao cultivo de hortas, pesca e criação de pequenos animais.

Os Tumbalalá apresentam pouca distinção em relação à população regional de não-índios no que refere à organização social. Basicamente, os núcleos domésticos são autônomos e cooperam economicamente entre si. A organização política segue os passos da instituição das figuras líderes do cacique e do pajé. Assim como diversas etnias vem passando por um intenso processo de letramento digital e formação para a produção independente de conteúdos, com a comunidade Tumbalalá não tem sido diferente. Desde 2003 os índios contam com ações de cultura digital, mídia livre e cineclubismo, que promovem um intercâmbio entre os saberes tradicionais e os saberes das novas tecnologias. Foi durante a realização dessas atividades que os indígenas experimentaram o funcionamento de uma rádio livre, o que gerou a demanda pela implantação da rádio que funcionasse de maneira continuada na aldeia.

Nesse quadro, é de fundamental importância o desenvolvimento de um projeto que possibilite aos indígenas uma forma de se comunicar entre si e com a comunidade, ampliando a quantidade e pluralidade das informações e contribuindo com a formação da opinião pública a partir de outros aspectos e realidades. Acreditamos no rádio como veículo de divulgação dos conteúdos produzidos pelo potencial de interação que exerce. É um veículo de baixo custo para instalação, o manejo dos equipamentos é bastante simplificado e utiliza o som como principal interface do processo comunicacional, o que facilita tanto o recebimento e entendimento da mensagem pelo receptor, quanto ajuda na produção dos conteúdos. O desenvolvimento das atividades de formação possibilitará que os participantes adquiram conhecimentos específicos para a atuação em rádios livres, comunitárias, comerciais ou Webrádios, ou ainda na produção independente de vinhetas, comerciais, campanhas de educação, saúde pública, campanhas publicitárias e na montagem de webrádios e transmissão ao vivo de eventos culturais usando a internet.

 

 

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